O sucesso do Lyon, ao contrário do jogo de Old Trafford, é o triunfo de Davi contra Golias. O elenco estelar do Real exige TODOS os títulos. A temporada atual é um fracasso. O título espanhol poderia evitar que ela fosse um fracasso absoluto. E nada mais. Leia+ »
Um jornal espanhol noticiou uma coisa que parece pataquada. Uma troca de Kaká por Diego e Chiellini. Se o Real fizesse isso, ou é porque Florentino Pèrez derreteu o cérebro em substâncias entorpecentes ou porque Kaká tem um problema MUITO sério. Se Diego nascer 10 vezes e em todas elas acumular o talento da gênese anterior, chegará a 80% de Kaká. Chiellini é o melhor central do mundo (exceto quando joga ao lado de Cannavelho). Vale acompanhar, ainda que tenha cheiro de mentira pura.
Um grupo de embates épicos. Três times que já venceram finais de LC (não disse campeões!). Sem dúvida, o retorno de Kaká a San Siro nas vestes de adversários será um espetáculo histórico, bem menos a ida de Huntelaar a Madri. Teste de fogo para Leonardo mostrar se tem garrafas para vender. Imagino um Olympique bastante incômodo, especialmente como visitante e será o fiel da balança. O Zurique pode festejar receber três titãs europeus em casa.
Qual é o Real de Kaká?
Passadas as favas contadas, contados os contos de carochinha (de que Kaká “não queria” ir para o Real) e de olho numa temporada estranha, o Real Madrid prepara seu time para Kaká brilhar. Mas que time será esse? Teremos uma reedição do brilho mediático inconsistente dos “Galácticos” ou uma tentativa real de equiparar o clube de Madri ao Barcelona?
Florentino Pérez já deixou claro quais são seus próximos alvos: Cristiano Ronaldo (Man Utd), Villa e Silva (Valencia). Escolhas de quem realmente conhece. Os três são excelentes e tendo Kaká como pivô, podem sim fazer um time lendário no futebol europeu. A chegada desses três nomes pode alterar a escalação, mas dificilmente altera o esquema.
Sid Lowe, correspondente do jornal The Guardian na Espanha, fez uma observação em sua coluna: Manuel Pellegrini quase nunca jogou fora do 4-4-2, e assim, é possível imaginar Kaká adiantado, como atacante e duas linhas de quatro, onde Gago e Diarra teriam de carregar o piano, com Silva e Cristiano Ronaldo (ou Robben e Sneijder, se a feira do Real parar em Kaká) abrindo pelas pontas e Villa (ou Huntelaar) prendendo os zagueiros.
Lowe tem razão quanto ao histórico do chileno Pellegrini, mas é difícil (não impossível) imaginar Kaká como um atacante puro. Um espaço “a la Zidane” é o mais provável, o que nos desenharia um 4-2-3-1 (ou, com menos detalhismo, um 4-4-1-1).
Ofensivamente o esquema tende a funcionar bem, até porque os homens de frente não se furtam a correr atrás da bola. Ainda assim, restam dúvidas sobre a capacidade de Diarra e Gago conseguirem fechar o setor sozinhos. Dependerá muito da defesa. Com Pepe e Metzelder, pode tirar o cavalinho da chuva. Os dois são bons, mas não tão bons para suportarem a defesa na raça. Um segundo meio-campista mais forte fisicamente (como Yaya Touré, do Barcelona, por exemplo, para não falar no óbvio Gerrard) seria uma opção mais crível a Gago, bem como um defensor central mais completo do que Metzelder. Mas lembremos: o Real Madrid não compra defensores.

PS: o porque da temporada “estranha”? Numa época em que o mundo passa o pires, os endividamentos só crescem e ocorrem transações de milhões de dólares, leva à certeza. Vai dar bisna…
Ibra
Ibrahimovic é um craque. Sem discussão. Mas se fosse menos arrogante, já seria o melhor do mundo.
O técnico Martin O’Neill, do Aston Villa, diz que ele é o jogador mais “overrated” de todos os tempos. Não chega a tanto, mas é fato que seu talento, apesar de imenso, não é o que ele imagina (Ibra deve se ver como uma mistura melhorada de Pelé com Cruyff). Mas ele não sai da Inter só se tiver um aumento. Seu sonho é a Bola de Ouro da France Football e na Inter isso não será fácil. Isso porque a Bola de Ouro passa pela Liga dos Campeões (pela sua conquista, bem entendido) e a Inter ainda não tem um time para ganhá-la.
Para piorar, seu empresário, Mino Raiola, é um chantagista no que diz respeito a ameaçar tirar jogadores de clubes. Ouvi de um colega italiano que os dois empresários mais detestados de Milão são Gilmar Rinaldi e Mino Raiola, porque nem esperam a tinta dos contratos de seus assistidos secar no papel e já estão soltando boatos sobre transferências para outros clubes.
Mourinho acha Ibra excepcional, mas está ficando farto das ameaças do sueco, que – este sim – está na lista do Real Madrid.
