90 minutos | futebol internacional
10jun/101

Apresentação vergonhosa

Um episódio vergonhoso o da apresentação de Kléber no Palmeiras. O atacante não é ruim, claro, mas a tal "identificação" dele com o clube é uma falácia. Uma das. Sua identificação é com uma torcida organizada, com a camisa da qual, ele se apresentou. Uma vergonha.

18mai/102

Corrigindo o erro na hora errada

No ano passado, quando Muricy assumiu o Palmeiras, eu tinha uma sensação de que aquela não era a coisa certa a se fazer: Muricy estava magoado com o São Paulo e buscava vingança, os diretores que o contrataram se preocupavam mais com a reação no Morumbi que com o time e a pressão da torcida seria dobrada, pois viria de São Paulo e Palmeiras. Era uma aposta errada, mas não mais do que a em Antônio Carlos.

18mai/102

Cartas marcadas

Um amigo que costuma ser bem informado sobre o que acontece dos dois lados de um muro na Barra Funda, me disse uma coisa sobre Scolari e o São Paulo. Já se suscitou a possibilidade de ele de fato ir ao São Paulo, mas a novidade está no que ele disse a mais. Há algo verde que pode interferir na tentativa Tricolor de substituir Ricardo Gomes.

22mar/104

Reféns

Torcedor palmeirense, há um culpado no seu sofrimento. É verdade que seu sofrimento agora, nesse momento, tem muito mais a ver com a vontade de sentir dor, de sentir a amargura nas entranhas.

8mar/102

Tamanho

O tamanho de alguma coisa é determinado pelos seus componentes. Assim como uma sociedade tem o governo que merece, um clube tem o destino que merece. O Palmeiras, como instituição, vive uma crise que reflete os valores do clube ao longo de sua história.

18fev/102

Divórcio de um casamento não consumado

O tempo de Muricy acabou no Palmeiras. Ele não vê isso ou não quer aceitar por determinação ou por uma multa contratual, mas não há como negar. Ter escolhido o maior rival para trabalhar após o São Paulo foi uma profunda falta de inteligência. Sua resposta a Leco, diretor do São Paulo, deveria ter sido dada do Beira Rio, que tem um Estadual que é um zero à esquerda e um ótimo elenco, além de uma empatia com ele. Insistir no erro só piora as coisas para o clube e para ele. O Palmeiras precisa desnudar a raiz de seu problema que é o estatuto que dá poder ao Conselho do clube. Aliás, coisa que aflige 9 em 10 clubes brasileiros.

7jan/101

Rápidas – III

Vagner Love não sairá do Palmeiras para ir ao Flamengo. Isso aconteceu no momento em que o Fla sagrou-se campeão brasileiro. O time da Gávea é o único lugar que pode lhe dar uma vaga para a Copa. Lá, jogando bem, a pressão mediática será maior do que se ele fosse titular do Barcelona jogando como Messi. Além disso, tem toda condição de jogar com Adriano, na sua cidade, clube de coração e vamos e venhamos, um time muito bom para o padrão do Brasil. Vágner Love só não estará na Copa se mantiver o ritmo noturno padrão.

23dez/092

O dilema de Love

Ele voltou ao Brasil para bater o carimbo no passaporte para a Copa do Mundo por meio de um títulos brasileiro com o Palmeiras, mas chega em Dezembro com pecha de primadonna, baladeiro e tendo tomado uma sova no processo. Agora, deve Vágner Love disputar o Paulista e a Copa do Brasil num time abalado psicologicamente para lutar por uma vaga na Seleção ou voltar á Rússia, esquecer a Seleção (que só viria num golpe de sorte) e jogar uma convidativa Liga dos Campeões?

Sendo realista, não dá para considerar Love um jogador de pedigree de Seleção Brasileira - mas até aí, Marcelo (Real Madrid), Fernando (vendido pelo Bordeaux ao Genoa) e Felipe Melo (Juventus) também não são. O ponto é que em condições normais, ele não teria uma vaga na Seleção e uma extensão de sua passagem pelo Parque Antártica pode até piorar seu já combalido status de craque.

Para o futebol brasileiro, Love é muito acima da média, mas para a Europa, é jogador para um time médio. Seria um bom susbtituto para Luis Fabiano, que merece mais que o Sevilla. A escolha dele é difícil, porque ele pode não ter mais chances de jogar uma Copa do Mundo e na Rússia não vai chamar a atenção de Dunga a menos que marque dois gols por jogo.

Se quiser mesmo ir para a Copa, Love só tem uma saída: o Flamengo. Lá, seu passaporte estaria carimbado. Mesmo se fosse expulso, salvaria sua pele com trancinhas rubronegras no Supremo Tribunal da Palhaçada Desportiva.

9nov/0919

Arbitragens e outros crimes

Eu não sou do tipo de jornalista - nem de torcedor - que acredita no "juiz ladrão". Não acho que para um juiz entrar em campo comprado e decidir um jogo, seja tão fácil. Se um time for muito melhor que o outro, não há uma falta invertida que faça o serviço.

Exemplos não faltam

Por exemplo: não acredito que o título do Botafogo de 1995 tenha sido "roubado" por Marcio Rezende de Freitas, que anulou gol legítimo do Santos. Que o gol foi erradamente anulado, isso é fato consumadíssimo, mas a histeria criada com o episódio foi fruto da velha guarda da imprensa paulista, de Milton Neves que, santista assumido, tratou o caso com rigor draconiano, e pela torcida do Santos, que estava devastada pela perda do título e acreditaria até na tese conspiratória mais ridícula (que nem era o caso - a "tese" contra o juiz era boa).

Em relação ao mesmo juiz, tenho menos convicção em relação à sua imparcialidade no jogo entre Corinthians e Internacional, em 2005, quando Fabio Costa quase matou Tinga e o colorado acabou expulso. Mas de modo geral, acho difícil um árbitro decidir um jogo que não seja entre dois times parelhos.

No Maracanã, ontem, contudo, o Palmeiras foi roubado. Roubadíssimo. Com uma desfaçatez que choca. Os dois outros erros que eu consigo me lembrar do mesmo nível de cara de pau são do mesmo Carlos Eugenio Símon. - na decisão do campeonato cearense deste ano, quando Edu Sales sofreu falta cometida pelo vento e Símon deu pênalti e na Copa do Brasil de 2007, quando não deu o pênalti mais claro do mundo. Logo, sendo o árbitro da CBF por várias copas consecutivas e com seu currículo recente, desconfiar de Símon não é um absurdo.

A combinação de interesses ao redor do jogo faz mesmo crer em mutreta. O presidente do Fluminense, um cidadão que na minha opinião não sabe se comportar adequadamente em público, é cardiologista de Ricardo Teixeira - que torce para o Fluminense e que cujo genro é um Tricolor histórico, João Havelange. A postura incômoda do presidente do Palmeiras junto à CBF - a de um cara que não participa de esquemas. O histórico de Símon. O Flamengo avançando na tabela.  Tudo leva a crer que haja mesmo algo de podre do reino da Dinamarca. O único fator complô do qual discordo é da "força nos bastidores" do São Paulo (leia abaixo)

Não é segredo que um título do Palmeiras é muito menos interessante para o "establishment" do que um do Flamengo, por exemplo. Um título do São Paulo também seria "incômodo", porque daria vazão aos gênios que dizem que o "campeonato fica sem graça", com um time quatro vezes campeão (ou seja: muito melhor é um grande "Roletrando", com oitenta jogos mata-mata e um sorteio para dar "emoção" ao campeonato. "Roba da stronzi".

Logo, a lisura do torneio (ou a falta dela) se esclarecerão nas próximas rodadas. Eu não sou palmeirense e até aqui, achei que o favorito era o Palmeiras, com o São Paulo sendo o único time capaz de aguentar o empuxo da reta final. Mas confesso: depois da partida de ontem, passei a acreditar que o verdão tem adversários a mais em campo - mesmo se não está jogando bem o suficiente para evitar palhaçadinha de juiz.

31out/091

As chances de cada um – sem oba oba

Uma tabelinha rápida para notar o tamanho do esforço necessário para ser campeão. Abaixo, você tem o rendimento dos times da ponta até aqui, o aproveitamento, a média de pontos feitos por jogo até a 32a. rodada, uma projeção de quantos pontos mais cada clube faria seguindo exatamente esta mesma média e uma projeção de quanto cada um teria no fim do campeonato seguindo exatamente o aproveitamento conseguido até aqui.

Supondo que o Palmeiras mantenha o aproveitamento de 59%, chegará a  aproximadamente 68 pontos (o Palmeiras foi o único que teve o cálculo arredondado para baixo exatamente para ilustrar sua vantagem). Assim, para superá-lo, os concorrentes teriam de chegar a 69. Mesmo o São Paulo - perseguidor mais próximo - teria de melhorar em cerca de 20% a performance até aqui. Cruzeiro e Fla precisariam vencer quase todos seus jogos. Ou seja: além de jogar bem, quem quiser derrubar o Palmeiras precisa que o Verdão tire o pé do acelerador. Como há muitos confrontos diretos, são esses os pontos cruciais da disputa.

A melhora de performance que os times têm de ter para recuperar a diferença esclarece por que razão o favoritismo está no líder e não nos postulantes à liderança. Chance de título todos têm - o duro é apertar o passo nesta altura do campeonato. Daí, quem entra em ação é o famoso Sobrenatural de Almeida. Esse sim pode mudar tudo.

Se Palmeiras não patina, título émais próximo do que se imagina

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