90 minutos | futebol internacional
18ago/102

60% querem o fim das Organizadas

Todo mundo sabe, todo mundo diz mas o governo tem medo de fazer alguma coisa. Ninguém que não participe das torcidas organizadas é a favor da existência das mesmas ou gosta de sentar perto de uma num estádio. Esse tipo de organização é proibido em todos os países que têm expressão futebolística e um governo decente. É hora de fazer alguma coisa, pois como mostra o Lance! em pesquisa publicada hoje no seu site, no Brasil, também ninguém mais suporta a excrescência.

20ago/092

Macho para c…

Alguns personagens, por causa de seu caráter, merecem e acabam ganhando nossa torcida independentemente do clube que defendam. Por exemplo: Muricy Ramalho, pela sua integridade, é merecedor de meu respeito, desde o Inter-RS até sua atual estada no Palmeiras. É um cara grosso, sem modos? Não sei. Sei que ele parece ter palavra e honestidade e isso para mim conta mais.

Um outro cara cujo "renascimento" me deixa muito feliz é o de Richarlysson. O volante é um dos melhores jogadores em atividade no Brasil. Bom em quase todos os fundamentos, versátil e forte fisicamente, precisa só melhorar a colocação tática para poder jogar em qualquer grande da Europa. Mesmo assim, parte da torcida do São Paulo, o vaia porque supostamente ele seria homossexual. Vaia que as torcidas rivais também dispensam a ele, como se a preferência sexual de uma pessoa definisse seu caráter, competência, etc.

Instintivamente, a palavra "animais" me vem à cabeça para definir as pessoas dessa parte da torcida. Mas é um erro. Animais têm uma nobreza de todos os elementos da natureza, não são covardes (por exemplo, não passam a ser muito corajosos em bandos e medrosos de enfrentar problemas sozinhos) e quase invariavelmente têm um sentido de gratidão latente.

Richarlysson, por agüentar a pressão desumana à qual é submetido por parte desses criminosos (discriminação é um crime previsto em lei e se os machões das arquibancadas não fossem um bando de covardes, fariam suas ofensas em público e pagariam para ver), é um herói. Além de não se deixar derrubar por causa das frustrações sexuais mal resolvidas e pelos preconceitos de meia dúzia de vagabundos, ainda está voltando a jogar bem. Ele está se demonstrando um homem com "H" maiúsculo, capaz de agüentar abuso vindo de alguém que não tem coragem de se expor. Se 10% das pessoas tivessem os colhões que tem o jogador sãopaulino, o mundo seria um lugar bem melhor para se viver.

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25mai/093

Marginais

Em toda a minha vida, só vi uma coisa mais surreal do que os protestos contra Paolo Maldini em seu último jogo em San Siro por parte ínfima da torcida, fprmada por degenerados, vagabundos e delinquentes: quando ouvi um protesto similar no Santos, onde mentecaptos gritavam "Fora Pelé!".

Marginais. Nada além disso.

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12mar/092

Torcedores cadastrados serão os únicos a frequentar estádios em 2010

A notícia abaixo é a melhor notícia para o futebol brasileiro em décadas. Só seria superada por uma saída de Ricardo Teixeira da CBF. Se livrar de marginais e cambistas numa tacada só será digno de sonho. Rezemos para ver o Capitão Nascimento prendendo um vagabundo por arrumar confusão ou vender ingresso mutretado na porta do estádio. Está longe de ser a solução ideal, mas num país em que normalmente não há solução nenhuma, só a movimentação já vale o ânimo - apesar da crítica unânime à medida.

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Somente pessoas cadastradas em um programa nacional de torcedores poderão entrar em estádios, a partir de 2010, para assistir às partidas da primeira e segunda divisões do campeonato Brasileiro. Integrantes de torcidas organizadas e torcedores comuns receberão um cartão eletrônico com o registro de suas digitais no momento do cadastramento.

O sistema terá cobertura nacional graças a um termo de cooperação que será assinado nesta sexta-feira entre Conselho Nacional de Justiça. Ministérios do Esporte e da Justiça, CBF e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União.

O programa será direcionado aos estádios com capacidade maior do que dez mil pessoas. Ao passar pelas catracas, os torcedores só terão a entrada permitida caso a sua digital coincida com a que consta no cartão. O uso da identificação, pelo menos na teoria, também inibirá a atuação dos cambistas.

A União será responsável pelas despesas da implantação do novo sistema de catracas nos estádios em que a tecnologia ainda não está presente. O processo de cadastramento terá início no segundo semestre deste ano e poderá ser feito via Internet. O governo federal planeja fazer uma ampla campanha para divulgar o sistema.

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