O STJD é a cara de um Brasil
O STJD é a cara do Brasil, mas de um Brasil específico.
O Brasil de Edison Lobão.
O Brasil de José Sarney.
De Luis Zveiter, Roberto Horcades, Paulo Maluf.
O Brasil do gol de mão comemorado como sendo "mais gostoso"
Do "malandro" que quando se dá bem às custas dos outros dá risada.
O Brasil do apagão, do mensalão, da corrupção endêmica que vem pelas mãos dos autoproclamados guardiães da moralidade e decência.
O Brasil da democratura onde existe a opinião certa e a opinião errada.
O Brasil do PMDB, de Renan Calheiros, de certos deputados canalhas que fazem leis para diminuir a proteção aos animais e aumentar o desmatamento.
Todos esses Brasis, filhos do Brasil escravocrata, burocrata, elitista, oligarca, autoritário, colônia de si mesmo, estão retratados no STJD. O mesmo Brasil de sempre, dos vagabundos aos quais Márcio Moreira Alves se referiu no discurso de 1968.
Mas não do meu Brasil. Esse Brasil eu sempre vou renegar.
Seria o Brasil o País dos Vagabundos?
Vivemos no País dos Vagabundos ou não?
No país onde os safados se dão bem e quem trabalha se ferra? Ou não?
No país onde senadores corruptos saem numa boa porque têm o presidente como refém? Ou não?
Onde escândalos com prova, crime, vítima e testemunha são ignorados? Ou não?
Se não vivemos num País dos Vagabundos, safados e pilantras, como explicar que a Máfia do Apito, que garantiu o título de 2005 ao Corinthians, seja TODA absolvida?
Amanhã talvez consigamos nos olhar no espelho e ver valor no Brasil. Hoje, temos de admitir que o país está na mão deles - dos Vagabundos.
Tarifa do sindicato dos palhaços
Um dos itens mais nojentos da Copa 2014 (entre tantos) é o fato de os políticos de estádios da Amazônia e Pantanal, além de permitirem de maneira asquerosa a destruição da floresta, agora usam a mesma como “atrativo” para conseguir sediar um ou dois jogos do torneio.
Confira abaixo os valores que trouxas como eu e você teremos de pagar por alguns estádios da Copa 2014 e os clubes que depois utilizarão o estádio, junto com suas respectivas médias de público no Campeonato Brasileiro. Uma verdadeira tarifa cobrada pelo sindicato dos palhaços brasileiros, categoria que só não engloba políticos e influentes milionários.
Vivaldão (46 mil lugares)
Preço: R$6 bilhões
Holanda – 4761 pessoas/jogo
Fast – 961 pessoas/jogo
Arena da Floresta (40.900 lugares)
Preço: não divulgado
Rio Branco/AC - 4.814 pessoas/jogo
Natal
Preço: R$1 bilhão
ABC – 9.274 pessoas/jogo
América/RN – 5.498 pessoas/jogo
Cuiabá (40 mil lugares)
Preço: R$ 340mi
Mixto – 2.755 pessoas/jogo
Luverdense - 1.150 pessoas/jogo
Campo Grande (44.355 lugares)
Preço: R$ 500mi
Operário – 1.825 pessoas/jogo
Águia Negra – 664 pessoas/jogo
Brasília (76.232 lugares)
Preço: R$ 250mi
Brasiliense – 3.018 pessoas/jogo
Gama – 1.836 pessoas/jogo
Legião - 1.341 pessoas/jogo
Dom Pedro II – 149 pessoas/jogo
E depois deste festim sórdido, o governo ainda terá de bancar a manutenção desses elefantes brancos. Pode colocar o nariz vermelho que vai sair do seu bolso também.