90 minutos | futebol internacional
7jun/107

Benitez-Inter: questão de horas

O diário espanhol As garante que o contrato entre Internazionale e Rafa Benitez é questão de horas.

29abr/104

Show, Barça, Inter e o que o jogo permite.

Jamais em minha vida eu tinha visto um time renunciar à partida como fez a Internazionale diante do Barcelona. Cerca de 15% de posse de bola é a mesma proporção que um time profissional tem contra um amador. A diferença está nos detalhes. Com esses 15%, posicionamento e treino, Mourinho manteve o Barça à meia distância. E os catalães viraram história - uma feita pela Inter.

23abr/1010

Caos aéreo cobra preço do Barcelona

O futebol consistente demonstrado pela Inter de Milão na vitória sobre o Barcelona não se discute, mas o caos aéreo por conta da emissão de cinza de um vulcão islandês causou um prejuízo aos catalães. Sem aviões, eles precisaram viajar os cerca de 1000 km de ônibus, numa viagem de 14 horas. Por mais que o técnico do Barça, Pep Guardiola, dissesse que não haveria problemas, eles ocorreram. As estatísticas do jogo mostraram que os espanhóis correram 11km a menos do que na vitória sobre o Arsenal na fase seguinte – 101km contra os 112km diante dos ingleses. E a Inter celebra.

PS: Este post foi publicado no Diário Lance! no dia 22/04

22fev/106

Chato

Para mim, hoje, José Mourinho é o melhor técnico do mundo. Carlo Ancelotti, caso vença a Liga dos Campeões, pode recuperar a ponta, mas o português ainda é o melhor. Sua carreira indica que seu comportamento mediático de brigar com todo mundo é uma constante para ltirar a pressão de seus jogadores - medida inteligente que outros grandes técnicos fizeram, como Telê Santana, Luiz Felipe Scolari e Alex Ferguson. Mas Mourinho já passou do ponto. E faz tempo. Com seu time líder, reclama de "roubos" de arbitragem que não ocorrem. Sua política de "todos querem nos roubar" (exatamente a mesma de Porto e Chelsea), atingiu níveis malísticos. A Internazionale é o melhor elenco da Itália, mesmo antes de Mourinho. Roma e Milan não estão nas suas canelas. E Mourinho continua buscando o holofote. Um cara inteligente, competente ao quadrado e ainda melhorando como técnico, não deveria fazer o papel de bobo que vem fazendo.

18fev/105

Quão efêmero é um amor

Primeiro, Adriano deu um cambau na Inter para ser emprestado ao São Paulo. Depois, entrou em "depressão profunda" e acabou convencendo a Inter a rescindir seu contrato (que já tinha valido dezenas de milhões de reais) por nada e "misteriosamente" sua depressão passou. A paixão no Flamengo, eterna até ontem, agora virou "saudades da Itália" e até um amor pela Roma surgiu. Adriano terminará sua carreira como o maior craque não-realizado desde Edmundo, outro gênio com QI limitado. Que ele é um baita jogador, não há dúvidas, mas sua contratação é sempre um risco. Depende-se do seu humor e do seu empresário. Sua carreira na Europa está fadada a clubes médios. No Brasil, mesmo com um ritmo de treinamentos regado a festas, seu rendimemtno é acima da média.

15dez/096

Fim da linha a vista

É prematuro para uma previsão definitiva, mas acho que o casamento entre Internazionale e José Mourinho se aproxima do fim. O episódio da briga dele com um jornalista italiano (quase chegando ás vias de fato), uma explosão verbal que lhe custou uma expulsão e uma obsessão em dizer que não ficaria sem emprego se fosse demitido são sinais concretos de que isso  - uma separação - pode ocorrer.

Mourinho é pavio curto - sabe-se - mas em três anos de Inglaterra, ele jamais chegou a um nível de transtorno como o atual. Isso porque é líder do Italiano e sem concorrência aparente. Não se trata de dinheiro para contratar nem tempo para trabalhar. O português está pressionado politicamente por conta de seu gênio irascível e a quantidade de aliados vai diminuindo. Só um título da Liga dos Campeões poderia ser amplo o suficiente para resolver todas as mazelas.

4nov/094

Um dilema para Mourinho

José Mourinho é um treinador que faz o óbvio: parte de uma defesa sólida para poder desenvolver o ataque. Fez isso em todos os clubes que trabalhou. Seu primeiro Chelsea era motivo de piada pelo futebol feio antes de vencer o primeiro título. O sacrifício é necessário na implantação do esquema, pois a retaguarda só se monta com treino; o ataque pode depender dos indivíduos.

Na Internazionale, Mourinho enfrenta um problema. Não consegue impingir ao seu time a solidez defensiva do Porto e do Chelsea. Como não resolve o enigma, não consegue também fazer um meio-campo e ataque que empolguem e agradem até a ele mesmo. O sucesso interista na Itália se dá porque Milan e Juventus estão "sottotono" (rendendo menos que o esperado). Na Europa, a Inter não é mais do que um Villarreal.

O drama mourinhista tem raízes individuais e coletivas. Individualmente, o português não tem uma dupla de zaga que realmente lhe dê confiança. Além disso, não tem como abrir mão de um Maicon em fase super, mas a improvisação de Santon na esquerda (ele é lateral direito de origem) está demonstrando seus limites. Javier Zanetti, jogando no meio, é um jogador extremamente comum. So Cambiasso é prodigioso no trabalho defensivo, unindo quantidade e qualidade. Todo o resto sofre, mesmo com as adições recentes.

Sem conseguir fazer um alicerce à altura, a manobra ofensiva da Inter também não é fantástica. Stankovic precisa ter papéis defensivos atacando a saída de bola, assim como os atacantes externos. Além do mais, a Inter tem vários bons jogadores, mas nenhum craque, que é até uma marca do trabalho de Mourinho. Balotelli é o mais promissor, mas ainda é jovem. Eto'o rende mais quando joga num time todo fantástico.

Qual a saída? Por incrível que pareça, contratar. Mourinho precisa de uma dupla de zaga nova. Samuel ainda tem o que oferecer, mas Córdoba nem tanto e Materazzi nunca teve nada além de dar foiçadas em adversários. Além disso, Cambiasso precisa de um companheiro. Se diz na Itália que Marek Hamsik tem um acordo com a Inter, com a bênção do Napoli e essa sim seria uma contratação excepcional. Faltaria ainda o craque, o cara que desequilibra. Pode ser Balotelli, mas sua relação com Mourinho não sugere ser de longa duração. mas também pode ser que o português se seduza por uma proposta de um clube estrangeiro.

23out/092

Drops italianos

- José Mourinho e Balotelli não vão se acertar juntos. É mais do que claro. O atacante é um dos poucos jogadores que o português critica abertamente no elenco. É provável que Mourinho esteja tentando fazer um bem para o jogador ao "enquadrá-lo" publicamente para que ele baixe um pouco a bola. Contudo, é também provável que a Inter precise dar um desfecho para um deles se não quiser criar uma ferida. Um empréstimo de Balotelli seria o mais viável, embora tal medida significaria claramente que o jogador só voltaria em definitivo quando Mourinho deixasse o clube (vide Adriano). Balotelli tem um talento muito acima da média, mas também parece ter uma cabecinha de molusco em coma.

26set/095

Uma Sampdoria empolgante

O sucesso da Sampdoria neste sábado está longe de ser uma sorte, coincidência ou fase. O time de Gênova, que na última década viveu tempos difíceis, chegando quase à Série C, trabalhou forte para reorganizar o clube e se vê. A Samp é um dos melhores times da Itália.

José Mourinho teve um oponente à altura neste sábado. Luigi Del Neri, que é muito questionado - especialmente depois de sua passagem fracassadíssima no Porto (não chegou a dirigir o time em nenhuma partida), montou uma Samp com a cara de seu primeiro Chievo: coletiva, valorizando a posse de bola e sempre visando o gol adversário.

Outra característica da excelente Sampdoria é a de não fazer contratações estrambólicas, mas apostar com inteligência nem novos talentos - especialmente italianos.  Jogadores como Pazzini, Poli, Foti e Palombo refletem isso (embora Pazzini tenha sido a contratação mais cara do clube, €12 milhões). Dos 30 jogadores do time profissional, somente quatro são estrangeiros - uma marca quase sem igual na Europa.

A derrota da Inter não é surpreendente. Não há dúvidas de que os "nerazzurri" sejam o melhor time da Itália há anos, mas ser o melhor não significa ser excelente. Times como Genoa e Samp podem sim desbancar o time de Mourinho, que ainda depende demais dos lampejos de criatividade de alguns craques. O time melhorou sensivelmente em relação ao ano passado - inclusive pela diminuição na dependência de um ou dois nomes, mas ainda não é o que Mourinho gostaria que fosse.

Um título de Genova seria muito mais legal e saudável para o futebol italiano do que o penta da Inter ou mais um "scudetto" da Juve. São times formados ao longo dos anos, sem os excessos dos clubes grandes e com projetos a longo prazo. É tudo o que a Itália precisa para voltar a fazer parte da elite do futebol europeu.

27ago/091

Liga dos Campeões – GRUPO F (Inter de Milão, Barcelona, Rubin Kazan e Dynamo Kiev)

Outro encontro sensacional: os campeões europeus reencontram Samuel Eto'o, praticamente enxotado do Camp Nou e os campeões italianos enfrentam o ingrato Ibrahimovic. Chances para vinganças a granel para todas as partes. Também no lado pobre do grupo, chance de revanches que remontam aos tempos do comunismo, com o Dínamo Kiev, com um de seus melhores times recentes, enfrentando os neoricos do Rubin. Nenhum jogo baba na chave.

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