90 minutos | futebol internacional
19out/090

Rendimento dos líderes BR nas últimas 8 rodadas

Palmeiras
Rendimento no campeonato: 60%
Rendimento nas últimas oito partidas: 54%
Sequencia de jogos recente: DDEVVVDV
Pontos nos últimos 8 jogos: 13

Galo
Rendimento no campeonato: 56%
Rendimento nas últimas oito partidas: 62.5%

27jul/098

O melhor time do Brasil

"O Internacional" é o melhor time do Brasil. Já se diz isso há três anos.

Quantidade de títulos no período pós-Mundial: três.

Dois gaúchos e a "fantástica" Copa Sulamericana. E fazendo um adendo, como lembrou uma torcedora, a majestosa, fundamental, mundialmente respeitada, equivalente a dez Ligas dos Campeões da Europa e cinco Copas do Mundo juntas, a Recopa Sul-Americana...então, quatro títulos (33% a mais do que eu previamente tinha anotado neste post).

Não é necessário dizer mais nada. Seria impressionante se os troféus fossem os do Juventude.

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9fev/090

A mentira mil vezes vira verdade…

Sobre o "Mito" de interistas chamarem o estádio de Giuseppe Meazza e milanistas de San Siro:

"Giocare quando San Siro ti mormora contro alla prima palla non dev'essere facilissimo.
Massimo MorattiLa Gazzetta dello Sport"

Se Moratti não for interista, quem é?.

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2fev/091

Um caso estranho

O debate entre futebol “alegre” (seja lá o que for isso) e futebol “de resultados” é, para mim, um dos menos inteligentes, aprazíveis e pertinentes que acontecem tantos nas mesas de bar quanto na mídia (embora as duas coisas sejam quase iguais em inúmeros casos). Sendo direto: é um debate burro, ilógico. É a mesma coisa que “concordar” ou não que feijoada é melhor do que pizza, como se isso fosse possível.

Há casos, por exemplo, onde o time que lidera e ganha campeonatos se esmera muito mais na aplicação tática do que na técnica. Exemplo: o Chelsea de José Mourinho. Verdade: não havia espaço para presepadas robinhísticas como dribles na lateral ou tentativas de lances de Winning Eleven, mas a inteligência na disposição dos times, a elevação da marcação, o aperfeiçoamento da parte física também tinham seu valor. É uma questão de gosto – mas só quando se vence. “Nunca nenhum torcedor me pediu futebol bonito – sempre me pedem títulos”, dizia o técnico Hector Cúper.

A Inter de Milão, contudo, desafia a lógica: não joga bonito, não é eficiente mas ganha e lidera o Italiano com seis pontos de vantagem. Maicon, Stankovic, Cambiasso, Ibrahimovic e mais recentemente, Adriano, vêm jogando bem – muito bem. Mas o resto do time é um arremedo. O gol sofrido diante do Torino é um bom exemplo. A marcação interista é falha, a zaga não acerta o posicionamento e raramente a Inter encontra um formato de jogo. Mas ganha. E lidera. O que ocorre?

Primeiro, é preciso atestar a incompetência de Juventus, Roma e Milan. Os três tropeçam nas próprias pernas. A Juve é extremamente sólida, mas sofre de blecautes tático-mentais de vez; em quando; a Roma não consegue – ainda – jogar sem Totti e sofre a ausência de Mancini; o Milan paga o preço de contratações estelares ótimas em prejuízo das necessárias de carregadores de piano com menos de 760 anos.
Analisando a Inter, por si só, a liderança se explica no talento individual. Ações individuais de Maicon, Stankovic e Ibra iniciam a maioria esmagadora dos gols do time (além de Julio Cruz, que é uma espécie de amuleto zagalliano do clube). Sem eles, nem com o rigor defensivo de Mourinho nem a falta de competência da concorrência a Inter comandaria.

Até quando? Por pior que seja, a Inter é a melhor até agora. Ganha os pontos que tem que ganhar. Além disso, tem um grande potencial de melhora, especialmente no ataque. As defesas de Mourinho jogam bem mais cedo ou mais tarde, ainda que ele tenha de contratar alguém de confiança da época do União de Leiria. E se esses reforços vierem, é na zaga “milanísticamente” velha (Cordoba, Burdisso, Materazzi, Samuel) que o português vai se precaver.

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25nov/080

A carniça peruana


A decadência e caos do futebol peruano (que na verdade já está extinto desde a década de 70) trouxe ao ar do mundo do futebol um cheiro se sangue que só ensandece as hienas. Se a federação do país ficar “de mal” com a Fifa mesmo e perder as suas vagas na Libertadores, a luta pela carniça dos peruanos será intensa. E malcheirosa.

Os primeiros boatos dão conta de que o Internacional se mexe para conseguir que o campeão da Sul-Americana deste ano ganhe uma vaga na Libertadores. Sim, é verdade que uma vaga na Libertadores para o campeão da nossa Copa Uefa seria um excelente modo de transformar o torneio em uma competição de verdade. Mas para 2009. Para esta edição, seria de um oportunismo nojento, uma politicagem absurda e que já deixaria a Libertadores 2009 exalar um olor antes mesmo de começar.

Na verdade, rumores sobre manobras do Internacional para conseguir uma vaga na Libertadores no ano de seu centenário já vêm de longe. O clube, que se auto-proclama “o melhor elenco do Brasil”, me lembra muito o “Real Madrid do Morumbi” da época de Oswaldo de Oliveira. No papel, só craques. Em campo, irregularidade e muitas justificativas pelos resultados que não vinham.

Sim, o Inter tem todo o direito de querer fazer bonito em seu centenário. Aliás, a obrigação. Para isso, o primeiro passo é abrir mão do oportunismo barato, tentar conquistar tudo o que puder em 2009 (Gauchão, Copa do Brasil e Brasileiro) e chegar a mais um Mundial – limpo e imaculado – em 2010. Não importa que com 101 anos ao invés de 100.

Mas certamente mais abutres tentarão arrancar um naco de uma possível carniça peruana. Um entre Flamengo e Palmeiras ficará sem vaga na Libertadores . Caso uma vaga fosse designada ao Brasil, aliás, esta seria a possibilidade mais justa e o que aconteceria em qualquer liga séria: o melhor colocado do campeonato nacional que não tivesse lugar na Libertadores. Mas tem mais: o Fluminense, com a sofrível justificativa de ser o atual vice-campeão da Libertadores, postula a vaga. Logo, o Corinthians pedirá a vaga pelo título da Série B, Felipe Massa pelo vice na F1 e O Zé Costela pelo título do Campeonato de Bocha da Vila Ré. Uma série de justificativas à altura do STJD.

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