Um jornal espanhol noticiou uma coisa que parece pataquada. Uma troca de Kaká por Diego e Chiellini. Se o Real fizesse isso, ou é porque Florentino Pèrez derreteu o cérebro em substâncias entorpecentes ou porque Kaká tem um problema MUITO sério. Se Diego nascer 10 vezes e em todas elas acumular o talento da gênese anterior, chegará a 80% de Kaká. Chiellini é o melhor central do mundo (exceto quando joga ao lado de Cannavelho). Vale acompanhar, ainda que tenha cheiro de mentira pura.
Diego parece definitivamente riscado da lista dungal, e mesmo na Juventus, seu futebol esmaeceu nas últimas rodadas. Um debate se gerava em torno de Kaká e Diego quando o primeiro aparecia no São Paulo e o segundo no Santos, sobre qual seria o melhor. Hoje é possível ver como a discussão era infértil. Kaká é o melhor do mundo na posição e Diego proporciona um lusco fusco, jogando bem em times médios como o Werder. Para dar certo na Juventus e no futebol italiano, Diego – que começou a temporada sob aplausos – precisa se dar conta que a marcação italiana é implacável. É a mais dura do mundo, mesmo com o futebol em baixa. Se quiser jogar, Diego tem de correr mais. Nisso, ele me lembra um pouco Alex, hoje no Fenerbahce: oceanos de talento limitados por uma mobilidade frágil. Excelentes em ligas que exijam menos fisicamente, mas que não conseguem fazer o salto entre o bom jogador e o fora de série.
A Juve de Ferrara…até agora
Com algum atraso, entrego aos visitantes uma olhada em como seria a Juventus de hoje.A principal diferença em relação ao time de Claudio Ranieri é a alteração do fluxo de ataque. Com Ranieri, a Juve era um time que buscava insistentemente as jogadas pelas laterais, tendo o centro do meio-campo fechado por uma dupla de ferrolhos (Sissoko e Zanetti), num 4-4-2 tradicional.
A chegada de Diego altera isso completamente. O cerne da armação passa a ser no brasileiro, que tentará dar á Juventus um pouco mais de técnica no setor, apoiado por trôlantes hábeis na retenção e proteção da bola. Marchisio é o que tem um pouco mais de liberdade para avançar, especialmente pela direita. Isso porque a faixa destra do time tem em Zebina um zagueiro que se arrisca pouco, enquanto na esquerda, seja com Molinaro, seja com Grosso (caso seja contratado), a idéia é a de um “fluidificante” (nome dado pelos italianos aos laterais que descem ao ataque) que componha o meio-campo e chegue à linha de fundo. No ataque, dois jogadores fortes fisicamente, com presença de área, mas que também têm velocidade e sabem se mexer.
A defesa juventina é que ainda inspira cuidados. Zebina não é o jogador menos atrapalhado do mundo; Cannavaro e Chiellini, como se viu na Copa das Confederações, não passam por seus melhores momentos e Molinaro ainda não atendeu às expectativas, além de estar se recuperando de uma lesão séria. Verdade, ainda há Buffon. Para sorte da Juve, pelo menos o novo técnico, o ex-zagueiro juventino e “azzurro” Ciro Ferrara, conhece a posição.

PS: Todos os esforços serão feitos para analisar a Internazionale nesta quarta…
