Milan
Deve ser a temporada mais difícil do Milan nos últimos anos. Tudo gira em torno de Ronaldinho Gaúcho. Se o brasileiro acordar de seu hiato de profissionalismo e jogar o que pode, o Milan luta pelo título. Se for o jogador de showbol da última temporada, a luta é por uma vaga na Copa Uefa. A dupla de ataque Huntelaar-Pato é entusiasmante e as opções no meio-campo não são ruins. Agora, na defesa, a coisa aperta. Mesmo com Nesta sem se machucar, não há laterais (Leonardo reza de joelhos pela chegada de De Silvestri). Onyewu é uma boa contratação, mas levará tempo para se adaptar. Isso para não falar na escolha de goleiro: Roma, Storari ou Abbiati. E olhe que melhorou, porque ainda tinha o Kalac. (4-3-1-2) Abbiati (Storari); Zambrotta, Nesta, Thiago Silva e Jankulovski; Flamini (Ambrosini), Gattuso e Pirlo; Ronaldinho Gaúcho; Pato e Huntelaar (Borriello).
Juventus
Vem de um excelente mercado, onde o dinheiro ajudou a diminuir a distância para a Inter. Felipe Melo chegou para dar espaço para Diego poder jogar. Marchisio deve ser o homem de ligação entre os dois, enquanto o novo técnico Ferrara ainda redesenha seu time. No ataque, opções de sobra, mas ainda é difícil tirar a vaga de Del Piero. Amauri deve virar titular também na seleção. (4-3-1-2) Buffon; Zebina (Cáceres), Cannavaro, Chiellini e Molinaro; Camoranesi, Felipe Melo e Marchisio; Diego; Amauri e Del Piero (Trezeguet)
Internazionale
Tricampeã (mais o título do tapetão), a Inter não tem ninguém no retrovisor. Ao time que já era francamente superior, agregou a experiência de Lúcio e Eto'o e a agudeza de Diego Milito. É um time que não empolga no campo, mas na Itália, não tem adversários. É preciso ver agora como Mourinho se comportará caso não consiga avançar na Liga dos Campeões – verdadeiro objetivo interista. (4-3-1-2) Julio Cesar; Maicon, Samuel (Lucio), Chivu e Santon; J Zanetti, Muntari, Thiago Motta; Stankovic; Eto'o e Milito.
Série A – Time a Time
Coloco hoje à disposição dos seletos leitores a avaliação sobre os 20 times que disputam o italiano. Nada de muito aprofundado – só destaques e provável time titular – da liga que certamente mais se empobreceu na temporada. Ainda assim, é um campeonato com um fascínio inequívoco.
Cagliari
Na última Série A, o técnico Allegri surpreendeu mantendo na divisão máxima um time sem estrelas. Nesta temporada, precisará dobrar o milagre, tendo perdido nomes importantes como Fini e Acquafresca. A chegada do campeão mundial Barone para o meio-campo é um alento e a adaptação do brasileiro Nenê, destaque no último campeonato português, dirá quais são as verdadeiras chances cagliaritanas na temporada. (4-3-1-2) Marchetti; Pisano, Lopez, Canini e Agostini; Biondini, Conti e Barone; Cossu; Nenê e Jeda.
Bologna
Ainda frustrado pela não-venda do clube para um milionário albanês, o Bologna precisa de um início melhor para garantir a vida mais fácil nas rodadas finais. A saída do volante Volpi é uma perda, mas as contratações do goleiro Viviano e dos meiocampistas Guana e Tedesco compensam a perda. Os bolonheses serão um dos poucos – senão o único – time a jogar com três zagueiros na liga, o que marca a fase de "baixa" do futebol italiano, que tem no esquema uma de suas marcas. (3-5-2) Viviano; Moras, Britos e Portanova; Valiani, Mudingayi, Guana, Tedesco e Bombardini; Osvaldo e Di Vaio.
Bari
Recém-promovido, o clube da Puglia deve fazer boas contratações em janeiro, quando a grana do novo dono norte-americano deve entrar de fato. Mesmo assim, com as chegadas de Almirón no meio-campo e Andreolli na defesa, o Bari já ganha bastante. O 4-4-2 tradicional de Giampiero Ventura, com Alvarez e Langella dando profundidade às jogadas pelas alas terão em Barreto e Kutuzov dois homens de velocidade no ataque. Um homem de mais presença no ataque faria bem ao elenco. (4-4-2) Gillet; Masiello (Andreolli), Rannocchia, Bonucci e Parisi; Alvarez, Alegretti, Almirón e Langella; Kutuzov e Barreto.
Atalanta
A troca de treinador (sai Del Neri, entra Angelo Gregucci) não deve mudar o padrão atalantino. Taticamente, é a mesma coisa, com o 4-4-1-1 feito para Cristiano Doni poder comandar o time. Os alas Padoin e Adriano Ferreira Pinto dão empuxo lateral e o excelente Acquafresca deve ter uma temporada de 10-15 gols no mínimo. (4-4-1-1) Consigli; Garics, Talamonti, Manfredini e Bellini; Adriano F., Barreto, Guarente e Padoin; Doni, Acquafresca.
Genoa
Tem tudo para participar da sua primeira Liga dos Campeões na temporada que vem. Com o enfraquecimento de Roma e Milan, o Genoa – bem reforçado – ganha também pelo entrosamento de seu time. No gol, o excelente Amelia deve finalmente jogar num time regular. Kharja e Zapater suprem com folga a saída de Thiago Motta e no ataque, o técnico gasperini manteve o trio ofensivo, substituindo Milito por Crespo e ainda apostando em Palacio – a grande incógnita. (3-4-3) Amelia; Papasthopoulos, Bochetti e Moretti (Tomovic); Rossi, Kharja, Zapater e Criscito; Palacio (Floccari), Crespo e Palladino.
Lazio
Time que melhor vem gerenciando suas contas nas últimas temporadas, a Lazio parte para mais um campeonato sem grande investimento, mas com um treinador – Davide Ballardini – que foi muito bem em seus dois últimos clubes. A chegada do português Eliseu sugere mais jogadas pela lateral, mas com forte marcação, enquanto Julio Cruz deve manter seu perfil de fazer gols com "low profile". Prováveis as saídas de Pandev e De Silvestri, que de fato seriam sentidas. (4-4-2) Muslera; Lichtsteiner, Siviglia, Diakité e Kolarov; Eliseu, Brocchi, Ledesma e Foggia; Rocchi (Julio Cruz) e Zárate.