nov 30

A declaração de Alexandre Kalil dizendo que o Galo jogou um ano no lixo por causa das últimas derrotas é sintoma do perigo que eu mais temia para o Atlético. Graças ao frenesi desmedido de uma imprensa amadora e provinciana  – e também pela falta de sobriedade da própria diretoria – o Atlético corre o risco de sim, desperdiçar um ano sensacional por causa de falta de neurônios.

Semanas atrás, publiquei post falando exatamente da necessidade do Galode manter a cabeça fria porque o título era uma miragem que não ia se concretizar em decorrência de uma série de fatores, mas que o ano do clube era sensacional e que era um excelente passo para entrar em 2010 com ambições verdadeiramente mais concretas.

A crítica àquele post por parte da torcida do Atlético foi pesada, entre os quais, meia dúzia de jumentos (e jumentas) fizeram questão de deixar claro como se deliciam com a ração de seus comedouros. Mas mesmo entre os críticos educados, havia a sensação de que eu desmerecera o clube. Na verdade, o que eu temia era exatamente o que acontece hoje: perdido o título “certo” (claro que esse “certo” é apenas na cabeça de quem era ou cegamente apaixonado, ou demagogo ou burro), fica a sensação de que tudo tem de mudar.

Mentira. Quanto menos mudar, melhor. O Galo precisa de alguns reforços, de um elenco mais amplo e de frieza para não cometer nenhuma estupidez tipo ir buscar um técnico novo (como fez a genial diretoria gremista neste ano). O elenco é bom – só é pequeno numericamente – e os jogadores vindos da base que foram irregulares neste ano entrarão em 2010 muito mais estáveis. Alexandre Kalil é o homem para acertar a trajetória do clube, mas precisa se lembrar que não pode agir como dirigente da Galoucura. Sucumbir a essa tentação é a diferença entre ser um baita dirigente ou ser um Beto Bom de Bola.

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nov 30

Caso o Grêmio escale mesmo um time reservacontra o Flamengo para a partida no Maracanã, estará só – e não mais do que isso – comprovando a incapacidade de se candidatar a ser uma potência nacional na “nova elite” do futebol brasileiro.  Não é preciso ser um gênio para imaginas jogadores do Grêmio nem com o time titularíssimo entrariam com toda aquela vontade – até porque a torcida gremista quer mais é que o time perca mesmo e ferre o Colorado.

Contudo, há algumas poderações interessantes. Primeiro, a atual diretoria, comandada por Duda Kroeff não teve um ano sensacional e pode fechá-lo provando que está à altura de dirigir o Guarani de Bagé, mas não um time que pretende se candidatar com força nacional. Mesmo que a torcida queira, os dirigentes precisam – até por compromissos com patrocinadores, parceiros e meios de comunicação – fazer tudo para que o Grêmio que vá a campo no domingo seja o melhor possível.

Segundo, torcedores e dirigentes gremistas podem fazer o que quiser, mas entregar o jogo (formalmente ou não) não sairá mais da memória dos rivais. E não só colorados: sãopaulinos e palmeirenses também terão prazer em colocar o Grêmio como inimigo número 1 e numa situação similar, afundar o concorrente.

Terceiro, cogitar formalmente entregar o jogo como faz o Grêmio é um sintoma de uma disfunção brasileira (não só gremista) em relação à desportividade. Um campeonato tão disputado não merece acabar com um jogo semifraudado e o Grêmio não estará jogado “pelo Colorado” como dizem alguns – mas pela correção e desportividade. O próprio torcedor flamenguista prefere vencer um Grêmio jogando sério para validar seu título. Claro, sempre haverá um debilóide que celebra a vitória roubada, fraudada, dizendo que o que importa é ganhar, mas esse merece comer feno pelo resto da vida. Ou nem isso.

Por fim, tecnicamente – vamos e venhamos – nem o Grêmio completíssimo não tem bala na agulha para ganhar do Flamengo no Rio. Se a partida do Maracanã fosse decidir o rebaixamento do Grêmio além do título do Flamengo, os gremistas estariam mortos e enterrados. Alguém poderia lembrar da épica “Batalha dos Aflitos”, mas esse time de hoje é um fantasma anêmico e esquálido do time que venceu o Náutico e o Flamengo é um dos melhores times do campeonato (sagrando-se campeão, será o melhor – literalmente).  A bravata de jogar a toalha serve também para fazer com que o Grêmio passe maquiagem na própria incapacidade. Afinal, perder um jogo tendo abdicado dele dá a impressão de que havia alternativas – e não há.

Jogar sério seria a melhor coisa a se fazer. Para todo mundo.

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nov 30

Não há chance do Grêmio vencer o Fla no Maracanã. Zero. Não importa o que digam os matemáticos. Esse Brasileiro vai para o Flamengo e ninguém pode reclamar.

Objetivamente, pela arbitragem escandalosa de Evandro Roman na partida entre Corinthians e Flamengo. Sim, é verdade, o Fla foi beneficiado no geral  – a atuação de Roman foi sofrível – e no específico – o lance do pênalti foi simonesco – mas também é verdade que em nenhum momento (no campeonato) o Corinthians demonstrou que pudesse vencer. O time é fraco, os jogadores são medianos (exceção feita a Ronaldo, claro, mesmo que com cem quilos) e a vontade é zero. O escândalo de Mano Menezes e Elias é justo – Roman meteu a mão mesmo – mas cômodo – se o árbitro fosse o Todo Poderoso, ainda assim o Timão perderia.

O São Paulo nada tem a reclamar. O time, depois das diversas reações jasonísticas no campeonato, parece exaurido, mental e fisicamente. Contra o Goiás, depois dos 15 minutos, não teve um minuto de paz de espírito. É um bom time para os padrões do Brasileiro e fez uma campanha boa, dadas as circunstâncias. Mas mesmo tendo sido operado pelo STJD, não há como se queixar. Não dá para contar com tropeços dos outros todo dia.

Mas Palmeiras e Internacional podem sim se queixar. Tá, também é verdade que os dois deram sopa para o azar – a quantidade de pontos perdidos tolamente pelos dois foi ridícula. Mas, principalmente o Palmeiras, sofreu uma série de tungadas na fase final do torneio que permitem resmungos. Pegando só a arbitragem de Flu x Palmeiras que gerou o Belluzzogate e a participação circense de Roman no domingo, entre Corinthians e Flamengo, já há um prejuízo fundamental. Lance a lance, no torneio todo, é possível cultivar até uma frustração.

Mas o Flamengo, então, não merece o título? Num torneio de pontos corridos, quem é campeão merece. Não é um mata-mata, onde num jogo ruim o time pode cair fora. Me parece indiscutível, claríssimo, cristalino, que a arbitragem ajudou o Mengo a chegar onde chegou com uma maior “compreensão” de árbitros e  juízes do STJD, mas também é verdade que o time fez o que lhe cabia mantendo a cabeça perto da liderança.O flamenguista pode ficar irritado e lembrar de um pênalti aqui marcado contra o rubronegro ou a suposta mala branca do Barueri, mas entre pênaltis inexistentes, todos os times sofreram igual e por mais antiético que seja, ainda que o Barueri tenha recebido dinheiro, não é ilegal.

Há uma outra discussão que cabe, a de se é justo um clube que deve centenas de milhões de reais poder contratar jogadores com os maiores salários do campeonato enquanto outros se esfolam para manter a conta no azul. Por que razão se aceita que alguns tenham vantagens e outros não, ou como Getúlio Vargas dizia, “Para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei”? Só que essa não é uma discussão do Flamengo somente. É uma discussãodo Brasil como um todo.

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nov 25

O jogo da semana é Corinthians x Flamengo. Por muitas razões. É o jogo que tem mais interesse para a TV (a audiência da Globo deve bater recordes no fim de semana), são as duas maiores torcidas do Brasil, o Flamengo luta pelo título, tem Ronaldo – que gordo ou magro ainda é Ronaldo. Tem Adriano. Tem um monte de coisas. Tudo para um jogo eletrizante.

Junto com o rumor que agora acompanha as partidas que o Flamengo não consegue vencer – que houve “mala branca” para o adversário – agora torcedores e jornalistas corintianos ou não falam que o Timão entregará o jogo para o Flamengo para atrapalhar Palmeiras e Corinthians. É cômodo, porque se o Corinthians perde, paira aquela aura de provocação ao rival. Se ganha, mostrou que tem aquilo roxo, como dizia o presidente mais obsceno que o Brasil já teve. O ponto é que eu não vejo o Corinthians vencendo a partida, mas não porque queira atrapalhar SP e Palmeiras. Mas porque não consegue. O Corinthians perdeu para o Náutico. O Corinthians perdeu para o Sport e Atlético-PR. Isso só para falar da turma que namora o rebaixamento. Visivelmente o ano acabou para o Corinthians na final da Copa do Brasil. E porque iria fazer frente a um time que tecnicamente é superior e que está extremamente motivado? “Ah, mas Ronaldo é Ronaldo”. Verdade. É a única chance do Corinthians. Ronaldo.

Lédio Carmona tinha dito na semana passada em seu blog que Corinthians x Flamengo era o jogo do título. Concordei. Hoje não concordo mais. As patinadas de São Paulo e Fla no final de semana mostraram que o torneio está aberto demais. Times perdem jogos fáceis e ganham difíceis. A coisa pode se fechar, caso o Flamengo perca e o São Paulo vença, porque mesmo com a chance de Inter e Palmeiras, vencendo, chegarem à última rodada com o mesmo número de pontos, precisariam de uma derrota ou empate do Tricolor em casa (Morumbi ou não, não fará a menor diferença, contra ou a favor) para o Sport. Daí, nem se mandarem a Samsonite e a Primicia para Recife adianta.

nov 24

Goleiro: Bruno (Flamengo), Marcos (Palmeiras), Victor (Grêmio)
Ok. Indicações justas.

Lateral-direito: Jonathan (Cruzeiro), Léo Moura (Flamengo), Vítor (Goiás)
Deveria ter a categoria “nenhum”, embora o goiano tenha sido o melhor dos três.

Zagueiro pela direita: André Dias (São Paulo), Chicão (Corinthians), Danilo (Palmeiras)
Chicão? Chicão? Chicão?????????

Zagueiro pela esquerda: Miranda (São Paulo), Réver (Grêmio), Ronaldo Angelim (Flamengo)
Se o Ronaldo Angelim jogasse exatamente a mesma coisa no Botafogo não ganhava nem para síndico do prédio (embora faça um campeonato correto).

Lateral-esquerdo: Armero (Palmeiras), Júlio César (Goiás), Kléber (Internacional)
Kléber é brincadeira. Muita brincadeira. É quase um programa infantil de tanta brincadeira. Provavelmente o jogador mais “overrated” do Brasil

Volante pela direita: Hernanes (São Paulo), Pierre (Palmeiras), Willians (Flamengo)
Boa seleção, embora a irregularidade do Hernanes pudesse questionar sua presença, uma vez que a avaliação é do campeonato como um todo. O Willians é mesmo o sustentáculo do Flamengo, embora seja visto só como um cabeça-de-bagre.

Volante pela esquerda: Guiñazu (Internacional), Maldonado (Flamengo), Sandro (Internacional)
Guiñazu, não né? Pelo amor de Deus…logo vão dizer que ele é um Essien melhorado e que o Corinthians vai contratar.

Meia-direita: Cleiton Xavier (Palmeiras), Diego Souza (Palmeiras), Souza (Grêmio)
Justo, mas se o cara joga bem só um pedaço do torneio, não é justo favorecer o outro (no caso, o Souza)? O Souza é mediano, mas no Grêmio, é muito regular. E falta o Giuliano.

Meia-esquerda: Conca (Fluminense), Marcelinho Paraíba (Coritiba), Petkovic (Flamengo)
Mesma questão anterior: Conca e Marcelinho jogaram bem o torneio todo, Petkovic, não.

Primeiro atacante: Diego Tardelli (Atlético-MG), Fernandinho (Barueri), Fred (Fluminense)
Justo. Muito, mesmo com Fred jogando meio torneio.

Segundo atacante: Adriano (Flamengo), Iarley (Goiás), Ronaldo (Corinthians)
Ronaldo? Mas por que? Não é prêmio de melhor do Cameponato Brasileiro? Ou vale Estadual e Copa do Brasil? E ademais, não caberia o Zé Roberto?

Treinador: Andrade (Flamengo), Celso Roth (Atlético-MG), Silas (Avaí)
Justíssimo.

Revelação: Fernandinho (Barueri), Giuliano (Internacional), Paulo Henrique (Santos)
Igualmente justo.

Árbitro: Héber Roberto Lopes, Leonardo Gaciba, Paulo César Oliveira
Falta meu preferido, o “nenhum”.

Craque da galera: Conca (Fluminense), Hernanes (São Paulo), Petkovic (Flamengo)
Olha, da galera, da galera mesmo, é o Petkovic, sem sombra de dúvida (não é crítica nem elogio, ok?)



Seleção do colunista:

Bruno (Flamengo), Vítor (Goiás), André Dias (SPFC), Réver (Grêmio) e Júlio César (Goiás); Hernanes (SP), Sandro (Inter), Giuliano (Inter) e Conca (Fluminense); Diego Tardelli (Galo) e Adriano (Flamengo).
PS: Fernandinho tinha ido por engano na seleção.

Técnico: Silas

Revelação: Giuliano (Inter)

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nov 24

Três anos e meio depois de causarem o maior dano da história do futebol italiano, Luciano Moggi, Roberto Bettega e Antonio Giraudo – a tríade de dirigentes juventinos – foi absolvida hoje pela justiça italiana por uma excrescência legal de “não-subsistência do fato”.

Assim, a Itália se acomoda gostosamente junto ao Brasil no rol dos países que não são sérios. Sim, é verdade que não é exatamente uma novidade. Eleger Silvio Berlusconi sistematicamente para o cargo de premiê já indica alguma disfunção sociopolítica no país. Mas para nós, que acompanhamos o mundo do futebol, a absolvição de Moggi e sua ratatulha é que é definitiva na inclusão italiana na escória civil.

O mal causado por Moggi na sanha de obter prestígio e poder para si mesmo (a Juventus era apenas uma refém em posição confortável) levará, no mínimo, uma década para ser superado. Pode perfeitamente levar mais tempo que isso e pode também jamais ser revertido, porque o status quo do futebol italiano e o tipo de maracutaia sistemática que está enraizado no ‘calcio’ está absolutamente intocado. Todos os ratos ainda mordem seus queijos besuntados de lama, todas as cobras se esgueiram pelas mesmas pedras geladas e todo o lixo continua a apodrecer a olhos vistos.

A diferença, de verdade, está no campo. Não tem mais Kaká. Não tem mais Ibrahimovic. Espanha e Inglaterra estão um degrau acima e a competição agora é com campeonatos de porte menor. E se prepare: a Juventus já avisou que colocará a terceira estrela no peito caso vença o “scudetto” – assim, jogando no lixo a condenação esportiva por fraude. A Itália tem o que merece.

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nov 23

Na sexta passada, o ator Stephen Fry participou de uma conferência sobre redes sociais e se queixou do comportamento imbecil de parte dos internautas que não entendem que liberdade vem junto com responsabilidade. Abaixo, segue um trecho do que ele falou, publicado pelo Guardian. Achei muito pertinente e tem a ver com o que eu mesmo me queixei semanas atrás.

“Não sei vocês, mas quando eu leio um blog, não leio até o fim para não ler acidentalmente o que as pessoas comentam. De todas as malcheirosas, estranhas, bizarras, entomológicas criaturas que se esgueiram pelas catacumbas da Internet, ali vemos as mais insuportáveis, quase além da imaginação.

O ressentimento dessas pessoas, o desejo delas de serem ouvidas em sua mais profunda vituperação, no modo mais desagradável e ofensivo, genuinamente maldoso é assustador e eu simplesmente não consigo lidar com isso. O Twitter não é sempre assim, mas eu vejo @mensagens feitas somente com o intuito de ferir.

Não quero me desculpar por ficar irritado. Sou uma figura pública e deveria ser forte o suficiente e ter couro de crocodilo o suficiente para suportar, mas às vezes você está um pouco para baixo e quando se depara com isso pensa: devo cometer um “twitticídio”? Eu tenho conseguido evitar esse pensamento e isso é legal, mas tenho de estar atento para o fato disso ocorrer.

É uma questão bem britânica a ideia de que temos o dever de nos colocar numa posição na qual nossos inimigos podem dizer o que pensam de nós e nós temos de ouvi-los. Há algo de nauseante aqueles que só querem ter uma legião de puxa-sacos e lambendo seus pé, mas por outro lado, não é aceitável que pessoas achem, que têm o direito de sair insultando você. Não quero ouvir gente me ofendendo e tenho o direito de vetar isso.”

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nov 23

O Palermo manda embora Walter Zenga depois de um empate no clássico com o Catania. Não é normal – é esperadoe eaté óbvio. Zenga é um treinador nota 5.0, no máximo. Fala como Mourinho e treina como Valdir Espinoza. Seu elenco é de zona Uefa. É verdade que o dono do Palermo, Maurizio Zamparini, merece adjetivos impublicáveis e que sua capacidade de gestão do clube é a mesma de um tijolo mergulhado no piche. Ao demitir Zenga, ele repetiu um ritual doentio seu de mandar dois técnicos embora por temporada. Por coincidência, desta vez a decisão não é errada na raiz (Zenga é meia-boca mesmo), ainda que seja obtusa na concepção (demitir o técnico por hábito)

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nov 23

A vitória do Milan sobre o Cagliari força uma reflexão sobre uma questão que as pessoas parecem ter esquecido na órbita da Seleção Brasileira. Discute-se muito sobre quem fica com a “quarta vaga” para o ataque do time de Dunga. Luis Fabiano, sabe-se, é titular absoluto – dado não contestado por quase todos. Adriano fica com a segunda vaga – está jogando bem, está no Flamengo e quer a Copa para conseguir outrro contrato na Europa e deixar a Internazionale com cara de trouxa por ter acreditado na presepada de “estou em depressão e vou parar de jogar futebol”. Robinho também teria lugar seguro, por serviços prestados – mesmo que esses serviços tenham sido prestados pouco depois que Moisés tenha lançado a praga dos gafanhotos sobre o Egito (e pouco antes de ele abrir o Mar Vermelho). E por fim, Nilmar, que é um coadjuvante no Villarreal, mas nas suas últimas participações na Seleção, também incontestavelmente tem resolvido.

“E o que o jogo do Milan tem a ver com isso?”. Tem tudo. O que se fará com Alexandre Pato? Ele fica de fora da Copa? Justamente o mais jovem, o mais técnico e o que está submetido à maior pressão – e se dando bem? Justamente o atacante que faria a melhor dupla com Luis Fabiano? E todo esse sacrifício para que Robinho, que teve um ano de ex-atleta, poder ir ao torneio por ser “chegado” de Dunga? Não levar um Ronaldo pesando trezentos quilos ou um Romário egoísta e além do ponto é aceitável para qualquer técnico, mas deixar Pato de fora é um absurdo. Pelo menos ESSE Pato de hoje.

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nov 23

Confesso que estava preocupado com a atuação do árbitro Sandro Meira Ricci na partida entre Botafogo e São Paulo. Um juiz sem maior expressão num jogo potencialmente crucial para o campeonato era uma boa deixa para alguma maracutaia. E num jogo extremamente emocionante (o que não quer dizer que tenha sido tecnicamente fantástico), Ricci foi muito bem: expulsou quando tinha que expulsare não deixou de marcar o que tinha de marcar.

Há a questão dos gandulas do Botafogo, que deixou claro que ainda pensa como clube pequeno, daqueles de interior do Estado, prendiam a bola quando interessava para o alvinegro, mas a responsabilidade da punição é da federação. Mas aí, é a mesma federação que escalou o jogo para as 17h sob um calor escaldante, enquanto Fla e Goiás jogaram ao cair de uma agradável noite. Ou seja, não dá para esperar uma sensatez de gente racional.

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