out 31

Uma tabelinha rápida para notar o tamanho do esforço necessário para ser campeão. Abaixo, você tem o rendimento dos times da ponta até aqui, o aproveitamento, a média de pontos feitos por jogo até a 32a. rodada, uma projeção de quantos pontos mais cada clube faria seguindo exatamente esta mesma média e uma projeção de quanto cada um teria no fim do campeonato seguindo exatamente o aproveitamento conseguido até aqui.

Supondo que o Palmeiras mantenha o aproveitamento de 59%, chegará a  aproximadamente 68 pontos (o Palmeiras foi o único que teve o cálculo arredondado para baixo exatamente para ilustrar sua vantagem). Assim, para superá-lo, os concorrentes teriam de chegar a 69. Mesmo o São Paulo – perseguidor mais próximo – teria de melhorar em cerca de 20% a performance até aqui. Cruzeiro e Fla precisariam vencer quase todos seus jogos. Ou seja: além de jogar bem, quem quiser derrubar o Palmeiras precisa que o Verdão tire o pé do acelerador. Como há muitos confrontos diretos, são esses os pontos cruciais da disputa.

A melhora de performance que os times têm de ter para recuperar a diferença esclarece por que razão o favoritismo está no líder e não nos postulantes à liderança. Chance de título todos têm – o duro é apertar o passo nesta altura do campeonato. Daí, quem entra em ação é o famoso Sobrenatural de Almeida. Esse sim pode mudar tudo.

Se Palmeiras não patina, título émais próximo do que se imagina

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out 30

Eu não esperava que um post em que eu dava minha opinião sobre os prediletos ao campeonato fosse causar tanta celeuma quanto o do Galo. Mesmo uma declaração (sincera) de simpatia foi tratada como se fosse uma heresia por alguns copépodos que acessam a Internet. De qualquer maneira a polêmica não merece persistir e volto a falar de futebol. Leia+ »

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out 30

Ok, o Milan ainda está longe de ser candidato sério ao título na Itália e menos ainda de ser o titã que sua história testemunha. Mas as últimas quatro partidas do time (Roma, Real Madrid, Chievo e Napoli) precisam ser levadas em consideração ao se dar algum mérito ao neotécnico Leonardo. Leia+ »

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out 29

Dada a presença maciça dos leitores atleticanos revoltados com o post do Galo (alguns deles com a educação de um Neanderthal em coma, outros bastante sensatos), resolvi fazer uma observação ANTES que o Galo pegasse o Fluminense (jogo para o qual é favorito).

O Galo tem chances de disputar o título. Assim como o Flamengo, mesmo tendo perdido ontem à noite, também ainda tem e da mesma maneira, também o Internacional. Dizer que acha um time ou outro favorito a uma competição é DIFERENTE de dizer que tal time VAI ser campeão. Eu tenho a opinião de que Palmeiras e São Paulo, por causa do histórico recente e do elenco, têm chances maiores que Fla e Galo. Há quem ache diferente – o que é absolutamente válido. Ter uma opinião diferente porque acredita nela é o máximo. Ter uma opinião qualquer para ficar de bem com a galera é coisa de oportunista.

Volto a reiterar o que afirmei num post anterior: eu me disponho a falar a verdade, aquilo que eu acho que é verdade, sem me preocupar em agradar a torcedores ou colegas em especial. Aqueles leitores que prefiram ler só opiniões favoráveis aos seus clubes devem procurar outros colunistas e terão além de maior satisfação, minha total compreensão. Neanderthais, leprechauns histéricos, bobos da corte e outras criaturas devem procurar seu coxo para alimentação no curral mais próximo.

out 29

…de determinados leitores (na verdade, não-leitores, uma vez que interpretam o texto de modo errado):

A primeira coisa é a falta de educação: o torcedor tem o direito de achar o que quiser. Por exemplo, o torcedor do Flu acredita na virada, mesmo que a matemática indique que as chances de evitar o descenso sejam de 2%. Mesmo com tal direito, o torcedor é uma pessoa como as outras e deveria ter vestígios de educação, claramente o que não é o caso de muitos.

A segunda coisa é a completa falta de domínio do português. Em grande parte dos casos, o mal educado prova que não recebeu mesmo educação (nem formal nem familiar) fazendo uso de uma gramática própria, primitiva. Não conhece as regras de uso de vírgula, pontuação e ortografia. Ao invés de reservar as suas limitações para si, se expõe escrevendo como um louco em todos os lugares que puder. Claro, há uma grande porcentagem desses que também se enquadram na categoria dos covardes, e assinam como “Paulista”, “Mengão”, “BH”, etc. Nesse caso a covardia se explica em parte pela limitação intelectual.

A terceira é a falta de noção das pessoas. se eu ou qualquer pessoa resolvesse achar que o campeão será o Fluminense serã campeão de 2009, seria um direito meu. Se algum estúpido acha que eu não tenho esse direito, que faça-me o grande favor de ler o site do seu clube ou aquele jornalista boçal que joga para a torcida. Democracia implica no respeito à opinião alheia. Opiniões contrárias e críticas não-agressivas são tão bem vindas quanto elogios. Ofensas burras, mal educadas, de pessoas que vivem uma frustração com a própria vida, um desencanto com a própria futilidade e fracasso e que travestem esse desgosto de “paixão pelo clube” merecem o descaso.

out 26

Entre os times do pelotão de frente do campeonato, o mais surpreendente para mim é o Atlético-MG. Tem o elenco mais “curto”, o técnico mais questionado (sempre), a gestão competente mais jovem e nenhum fora de série. o feito de Celso Roth no clube é digno de palmas. Ainda assim, não acho que o Galo será campeão (embora ache que isso está longe de ser impossível). Mais do que isso: um título do Galo agora vai colocar em grande risco a reestruturação feita pela nova gestão.

Antes que algum atleticano se irrite, quero declarar minha profunda simpatia pelo Galo. Telê Santana, que é minha divindade sagrada do futebol, era atleticano. Tenho grandes amigos em Minas – 90% deles atleticanos – e um grande amigo, Leonardo Bertozzi, com quem passei a ter menos contato por causa de uma série de acontecimentos, é atleticano doente – embora seja um dos observadores menos passionais das chances do próprio time.

A leitura da chance menor do Atlético tem a ver com o gás que um elenco curto proporciona. Num torneio de pontos corridos isso é fundamental, como o São Paulo fez valer nos últimos três anos. Na Itália, na década de 80, o pequeno Verona derrubou o Milan no campeonato com um elenco muito mais curto. Ou seja: há precedentes, mas estatisticamente as chances são muito menores. O Palmeiras tem um problema defensivo sério, mas tem um técnico bom o suficiente para resolver o problema. As chances do Palmeiras já foram maiores, mas ainda são melhores do que de qualquer um.

Um título agora, no primeiro ano desta nova gestão, será um desastre para o Galo. Jogadores médios vão exigir renovações a preços ridiculamente altos, a imprensa mineira vai tratar o time como imbatível – e jogar uma pressão imensa – qualquer contratação terá seu valor redobrado e assim vai. Mesmo sem ser campeão, o Galo passou por isso quando foi finalista em 1999, o Santos depois da final de 1995 e em menor medida, todos os times campeões estaduais têm esse delírio de poder por causa de uma conquista. Nesse momento, o que o Galo precisa é de continuidade sem megalomania. Manter técnico, elenco, apostar na base e planejar um título para 2010 ou 2011. É assim que qualquer grande clube faz numa reestruturação. Quem fala em título de cara é amador ou mentiroso.

Meses atrás, quando Celso Roth estava sob fogo cerrado, eu o dfeendi, mesmo sem achar que ele seja o maior gênio da história do esporte. A decisão da diretoria de apoiá-lo trouxe benefícios e pode trazer mais. O clube agora precisa focar na luta pelo título, que é uma obrigação enquanto houver chances matemáticas (mesmo com todas as consequências que isso pode causar). Mas ao mesmo tempo, precisa pensar em 2010, manutenção do técnico, elenco, descartar o campeonato mineiro (uma piada completa) e focar em ambições sérias. O bonde dos times grandes do futebol brasileiro está passando e esta pode ser uma das últimas chances do Galo de pegá-lo.

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out 26

Depois dos resultados do final de semana, amigos e leitores me fizeram a mesma indagação, alguns mais educadamente que outros, sobre a minha “aposta” na preferência do Palmeiras na luta pelo título e do “desmerecimento” das chances de Atlético-MG, Flamengo e Internacional, com o São Paulo sendo a ameça mais forte ao título palestrino. A cobrança se faz ainda mais forte porque além dos resultados, também há a pressão criada pelos meus colegas jornalistas que apontam Fla, Galo e Inter “com as mesmas chances” dos outros dois.

No que diz respeito ao prognóstico, achava antes e ainda entendo que o Palmeiras é favorito e que o São Paulo é a ameaça mais próxima. Isso não quer dizer que eu ache impossível um dos outros ser campeão. É unica e exclusivamente uma leitura – segundo a minha ótica – do que acontece no campeonato, sem melindres de incomodar esse ou aquele torcedor que quer acreditar no seu título. Exemplos de times que se sagraram campeões correndo por fora não faltam – o São Paulo de 2008 é um deles. O ponto é que hoje, com a situação como está e com o histórico recente (performance neste campeonato) e não tão recente (performance nos últimos campeonatos) assim dos clubes envolvidos, acredito no Palmeiras, com São Paulo atrás e os outros a média distância.

Parte da pressão que se coloca sobre essa avaliação se dá por conta da quantidade de colegas pusilânimes e/ou demagogos que fazem a famosa previsão do acontecido. Se o Flamengo ganha, “viva o Flamengo”, se o Flamengo perde, “eu já tinha dito”. Há um comentarista específico de TV que é de um puxassaquismo do “status quo” que me dá náuseas (não, não digo o nome de malas). O preferido, na opinião dele, o óbvio. Se são dois óbvios, o de mais torcida. E enquanto o “establishment” (por exemplo, o técnico da Seleção) ainda está bem firme no poder, seu apoio é incondicional. Ele e parte da imprensa, jogam para si mesmos. Ferre-se o jornalismo. O importante é sair bem na foto.

O jornalismo esportivo brasileiro tem sobre si uma pecha de amadorismo de longa data. José Trajano, numa palestra no lançamento do jornal Lance! há mais de 10 anos, foi muito feliz ao descrever a atividade como “precisando de passar por uma semana de arte de 1922″. O meio precisa de um choque de profissionalismo e vacina contra o clubismo puxassaquista. Dizer ao torcedor o que ele não quer ouvir não é gostoso, mas é obrigação. Correr o risco de errar um prognóstico feito com base em fatos também é parte do ofício. O trabalho de jornalistas que fogem da aposta fácil, como o decano Claudio Carsughi, como Flavio Gomes e André Kfouri (entre vários outros) é mais duro e não pega tão bem. Mas é o trabalho honesto. E não se erra. Porque a função do jornalista não é acertar placar nem campeão, mas dizer qual time tem mais ou menos chances de vencer e se isso não ocorrer, porque isso aconteceu.

out 23

- José Mourinho e Balotelli não vão se acertar juntos. É mais do que claro. O atacante é um dos poucos jogadores que o português critica abertamente no elenco. É provável que Mourinho esteja tentando fazer um bem para o jogador ao “enquadrá-lo” publicamente para que ele baixe um pouco a bola. Contudo, é também provável que a Inter precise dar um desfecho para um deles se não quiser criar uma ferida. Um empréstimo de Balotelli seria o mais viável, embora tal medida significaria claramente que o jogador só voltaria em definitivo quando Mourinho deixasse o clube (vide Adriano). Balotelli tem um talento muito acima da média, mas também parece ter uma cabecinha de molusco em coma. Leia+ »

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out 20

Ontem, ao chegar em casa, pude ver o finalzinho do Tá na Área, apresentado pelo ótimo Marcelo Barreto. A bola da vez era o clamor popular pelo futebol do sérvio Dejan Petkovic, autor dos dois gols contra o Palmeiras no domingo. As torcidas – a do Flamengo em especial – aclamavam o sérvio como um cracaço, o “melhor jogador do futebol brasileiro”.

Torcidas à parte, mantenhamos a calma: Petkovic é o “melhor jogador do futebol brasileiro”? O mesmo Petkovic que flopou no Santos, Goiás e Atlético-MG? Será que estamos falando do mesmo jogador ou, por desinformação, um novo balcânico baixou no Rio e eu, culpadamente, não estou sabendo? Leia+ »

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out 19

…mas não sei se devia.  Os patrícios comemoram ter pegado os bósnios no rumo à Copa do Mundo. A Bósnia é, para mim, o mais ardiloso de todos os possíveis rivais que existiam nos playoffs das Eliminatórias da Copa do Mundo. Eu escrevi há pouco sobre a Bósnia e tenho minhas dúvidas se os portugueses são tão barbada assim. Apesar de uma defesa ingênua, os balcânicos têm um ataque de primeiríssima e a defesa portuguesa está bem perto de ser uma alegria da garotada. A Irlanda, claro, tem a pior tarefa. Grécia x Ucrânia dividem chances e a Rússia deve passar pela Eslovênia.

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