fev 04

Um jornal espanhol noticiou uma coisa que parece pataquada. Uma troca de Kaká por Diego e Chiellini. Se o Real fizesse isso, ou é porque Florentino Pèrez derreteu o cérebro em substâncias entorpecentes ou porque Kaká tem um problema MUITO sério. Se Diego nascer 10 vezes e em todas elas acumular o talento da gênese anterior, chegará a 80% de Kaká. Chiellini é o melhor central do mundo (exceto quando joga ao lado de Cannavelho). Vale acompanhar, ainda que tenha cheiro de mentira pura.

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fev 04

DUVIDO que Luis Fabiano seja titular na Copa. Por mais que ele jogue. Se for, Dunga merecerá de fato os parabéns pela resistência. A máquina de pressão mediática Flamengo SA está em curso. Robinho que fique esperto, porque Adriano e Vágner Love não funcionariam tão bem com ele. Pelo andar da carruagem e com o Fla na Libertadores, os dois são favoritos para mudar o esquema para um 4-4-2.

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fev 04

A Folha publica hoje que 95% do dinheiro para os estádios da Copa de 2014 virão do governo (via BNDES ou diretamente). Quem celebra uma Copa assim é criminoso, irresponsável ou burro. Detalhe dantesco especial para o estádio Mané Garrincha, com um custo – estipulado – em R$800 milhões e que depois abrigará incríveis confrontos entre Gama e Brasiliense.

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fev 04

Ainda na Folha, Juca Kfouri sugere que Kléber “que está indo bem no sul” pode ser o lateral esquerdo que Dunga procura. Embuste. Kléber é o jogador mais “overrated” dos últimos 10 anos no Brasil. Quantidade de títulos: zero. Interesse de grandes clubes europeus: zero. Quantidade de partidas épicas pela Seleção: zero. Mesmo assim, tem status de craque porque “joga muito” num campeonato estadual cujo nível técnico é o equivalente ao Chade diante do PIB global.

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fev 01

Li nesta manhã que o livro “Educação, esporte e valores olímpicos”, da professora Katia Rubio está sofrendo ameaça do Comitê Olímpico Brasileiro por conter a palavra “olímpicos” no título. O COB ameaça a professora de censura.

Passei a manhã tentando achar uma palavra para descrever o quanto essa entidade é parasitária, mas não consegui. Os adjetivos mais virulentos me pareceram todos suaves.

A professora Katia é a pesquisadora envolvida com esporte mais importante que eu conheci como jornalista e como aluno da Universidade de São Paulo (sim, apesar do livro do Paulo Vinicius Coelho dizer que me formei na FMU, eu tenho orgulho de ter estudado na USP). A maioria dos “acadêmicos” do assunto (e de outros) são grandes enroladores, que vivem às custas da universidade e produzem pouco para a universidade e quase nada para a sociedade – assim como na maioria dos outros departamentos. A energia e dedicação dos professores como a professora Katia é que transformam a USP no pólo acadêmico que é. Esses professores heróicos carregam dezenas de rêmoras nas costas, que entram na universidade através de favores. E certamente, essas rêmoras se aproximam muito mais do COB do que a professora. Muito mais.

Essa entidade, o COB, cuja utilidade para o país é nula, que tem no currículo um fracasso épico em termos de massificação do esporte e que a única vitória foi conseguir para o Brasil a sede de uma Olimpíada não é adjetivável com precisão. 90% os atletas precisam matar um leão por dia simplesmente para competir – o que dirá ganhar medalhas. O COB quer censurar o trabalho de um expoente da seriedade no esporte brasileiro – que é amador até a medula – por mesquinharia, incompetência e afins.

Existe uma denominação para o COB que seja publicável? Não creio. Não celebrei a vitória do Rio 2016 por saber que são pessoas como os atuais diretores do COB que gerenciarão o processo. É absolutamente impossível que não haja nada de lamentável daqui até 2016. Uma coisa é certa: o Brasil de então, será uma potência olímpica – no confronto com Chade, Bolívia e Ilhas Cayman. Assim como é hoje.

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fev 01

Voltaram os estaduais. Realmente lamento por isso. Torcedores (na mídia e nas arquibancadas) de clubes que se distanciam cada vez mais do rótulo de “Grandes” do futebol brasileiro voltarão a se inebriar com vitórias sobre Caldenses, Duques de Caxias e Sertãozinhos e o ‘hype’ para o Brasileiro se estebelecerá. Daí, os que querem dizer o que tem de ser dito, passamos por “bairristas”, “Torcedores”, “maus profissionais”, “filhos da p…” e por aí vai. Ninguém consegue ligar os pontos e ver que tal time não ganha um título há vinte anos, ou que esse outro só contrata refugos emprestados por um empresário “x”. Não.

Leio uma nota na qual o lateral de um time “grande” “celebra” a grande fase do time. Sim, porque venceu o Atlético Moluscos por 1 a 0, gol de pênalti, é uma “grande fase”. E isso também vale para os times que são “Grandes” mesmo (ou seja, têm recursos para contratar jogadores melhores e são geridos por cartolas menos corruptos e incompetentes”. Os Estaduais são uma farsa – a farsa que convenceu que Keirrison já estava pronto para a Seleção, que faz com que acredite-se que um campeão estadual é favorito ao título, e principalmente, a farsa que mantém as federações estaduais – estruturas anacrônicas, inúteis e falidas na maioria dos casos, que são em última instância, a arma para Ricardo Teixeira ficar no poder da CBF. O ano do futebol no Brasil começou. Que pena que mais uma vez, com esses torneios patéticos.

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jan 29

O fracasso completo e irretocável de Ciro Ferrara no comando da Juventus é mais do que uma simples queda de treinador num megaclube (isso se fosse possível uma simples queda de técnico num megaclube). Com Ferrara, vai ao chão a credibilidade de toda a diretoria que se montou após o escândalo de “Calciopoli” em 2006. Continue reading »

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jan 27

A semifinal da Copa da África entre Egito e Argélia é uma tragédia anunciada, aliás tristemente coerente com esta edição da Copa Africana de Nações. Os dois países protagonizaram uma balbúrdia na repescagem da copa, são vizinhos geográficos e apesar de dividirem a mesma religião, nutrem uma viva rivalidade. Hoje o dirigente do Bayerm Uli Hoeness, disse que a organização da Copa do Mundo na África do Sul é uma temeridade. Se os dirigentes angolanos queriam uma chance de provar que Hoeness está só sendo preconceituoso, eles têm uma.

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jan 26

O retorno iminente de Robinho ao Brasil (provavelmente ao Santos) é um indício forte que a tendência ditada por Adriano para voltar ao Brasil. Joga-se o profissionalismo às favas, começa-se a fazer corpo mole e circuito night e de repente, um clube brasileiro apresenta-se para “ajudar” o jogador a reaver a forma. Grande coincidência. Apesar de ter um contrato em vigor, os jogadores se acham no direito de ir e vir quando quiserem. Contudo, quando se machucam e ficam vários meses parados, recebendo seus salários gordos bem gostoso, não me lembro de nenhum deles tentar rescindir o vínculo.

Os brasileiros cuja participação na Copa do Mundo está em risco estão todos voltando. Adriano, Vagner Love, Alex Silva, Robinho, Anderson, Cicinho, Mancini. Todos esses e alguns outros estão sedentos por seis meses de futebol no Brasil para evitar o esquecimento de Dunga. Nem todos eles conseguirão algo. Além de Adriano  e Robinho, é difícil imaginar outro sucesso. E se houver, é o de Love, por causa do Flamengo (se Ronaldo estivesse com menos de 100 kg, também iria, pelo Corinthians)

Dos citados, poucos têm futebol para um grande europeu. Adriano e Robinho, eu diria. Mas o primeiro, se terinasse duro e o segundo, se tomasse ciência de que ao contrário do que muitos colegas diziam, não é Pelé. Aliás, tem menos a ver com Pelé do que pelo menos duas dúzias de outros jogadores. Voltando ao Brasil, Robinho terá novamente a impressão de ser um deus da bola. Mas não é – e não por falta de talento.

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jan 26

Tirando o chilique de José Mourinho ao final da partida, onde ele denunciava um complô contra uma líder de campeonato com nove pontos de vantagem, o sucesso interista sobre o Milan, não tem nenhum ponto a ser levantado. A Inter é muito melhor que o Milan, ainda que não jogue bonito e ainda que não tenha nenhum craque definitivo com exceção de um prodigioso Júlio César.

Confiando numa dupla de alas esforçada, no máximo, o Milan enfrentou a Inter sem Pato e Nesta. Na Inter, ausências do tipo teriam suplentes, mas na ’sponda rossonera’ da cidade, os dois deram lugar a Beckham e Favalli. Por outro lado, para “compensar” a ausência de Eto’o por um mês de Copa da África, contratou Pandev – o melhor segundo atacante da Itália, rivalizando com Alexandre Pato.

O Ronaldinho do auge do Barcelona talvez tivesse compensado Pato e Nesta, mas o atual, apesar de infinitamente melhor do que há seis meses, ainda não tem bala na agulha para se livrar de Maicon e ainda causar encrenca. Ronaldinho tem o talento, mas ainda não tem a velocidade nem o tempo de bola necessários a um ponta.

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