Um jornal espanhol noticiou uma coisa que parece pataquada. Uma troca de Kaká por Diego e Chiellini. Se o Real fizesse isso, ou é porque Florentino Pèrez derreteu o cérebro em substâncias entorpecentes ou porque Kaká tem um problema MUITO sério. Se Diego nascer 10 vezes e em todas elas acumular o talento da gênese anterior, chegará a 80% de Kaká. Chiellini é o melhor central do mundo (exceto quando joga ao lado de Cannavelho). Vale acompanhar, ainda que tenha cheiro de mentira pura.
DUVIDO que Luis Fabiano seja titular na Copa. Por mais que ele jogue. Se for, Dunga merecerá de fato os parabéns pela resistência. A máquina de pressão mediática Flamengo SA está em curso. Robinho que fique esperto, porque Adriano e Vágner Love não funcionariam tão bem com ele. Pelo andar da carruagem e com o Fla na Libertadores, os dois são favoritos para mudar o esquema para um 4-4-2.
A Folha publica hoje que 95% do dinheiro para os estádios da Copa de 2014 virão do governo (via BNDES ou diretamente). Quem celebra uma Copa assim é criminoso, irresponsável ou burro. Detalhe dantesco especial para o estádio Mané Garrincha, com um custo – estipulado – em R$800 milhões e que depois abrigará incríveis confrontos entre Gama e Brasiliense.
Ainda na Folha, Juca Kfouri sugere que Kléber “que está indo bem no sul” pode ser o lateral esquerdo que Dunga procura. Embuste. Kléber é o jogador mais “overrated” dos últimos 10 anos no Brasil. Quantidade de títulos: zero. Interesse de grandes clubes europeus: zero. Quantidade de partidas épicas pela Seleção: zero. Mesmo assim, tem status de craque porque “joga muito” num campeonato estadual cujo nível técnico é o equivalente ao Chade diante do PIB global.
Li nesta manhã que o livro “Educação, esporte e valores olímpicos”, da professora Katia Rubio está sofrendo ameaça do Comitê Olímpico Brasileiro por conter a palavra “olímpicos” no título. O COB ameaça a professora de censura.
Passei a manhã tentando achar uma palavra para descrever o quanto essa entidade é parasitária, mas não consegui. Os adjetivos mais virulentos me pareceram todos suaves.
A professora Katia é a pesquisadora envolvida com esporte mais importante que eu conheci como jornalista e como aluno da Universidade de São Paulo (sim, apesar do livro do Paulo Vinicius Coelho dizer que me formei na FMU, eu tenho orgulho de ter estudado na USP). A maioria dos “acadêmicos” do assunto (e de outros) são grandes enroladores, que vivem às custas da universidade e produzem pouco para a universidade e quase nada para a sociedade – assim como na maioria dos outros departamentos. A energia e dedicação dos professores como a professora Katia é que transformam a USP no pólo acadêmico que é. Esses professores heróicos carregam dezenas de rêmoras nas costas, que entram na universidade através de favores. E certamente, essas rêmoras se aproximam muito mais do COB do que a professora. Muito mais.
Essa entidade, o COB, cuja utilidade para o país é nula, que tem no currículo um fracasso épico em termos de massificação do esporte e que a única vitória foi conseguir para o Brasil a sede de uma Olimpíada não é adjetivável com precisão. 90% os atletas precisam matar um leão por dia simplesmente para competir – o que dirá ganhar medalhas. O COB quer censurar o trabalho de um expoente da seriedade no esporte brasileiro – que é amador até a medula – por mesquinharia, incompetência e afins.
Existe uma denominação para o COB que seja publicável? Não creio. Não celebrei a vitória do Rio 2016 por saber que são pessoas como os atuais diretores do COB que gerenciarão o processo. É absolutamente impossível que não haja nada de lamentável daqui até 2016. Uma coisa é certa: o Brasil de então, será uma potência olímpica – no confronto com Chade, Bolívia e Ilhas Cayman. Assim como é hoje.
Voltaram os estaduais. Realmente lamento por isso. Torcedores (na mídia e nas arquibancadas) de clubes que se distanciam cada vez mais do rótulo de “Grandes” do futebol brasileiro voltarão a se inebriar com vitórias sobre Caldenses, Duques de Caxias e Sertãozinhos e o ‘hype’ para o Brasileiro se estebelecerá. Daí, os que querem dizer o que tem de ser dito, passamos por “bairristas”, “Torcedores”, “maus profissionais”, “filhos da p…” e por aí vai. Ninguém consegue ligar os pontos e ver que tal time não ganha um título há vinte anos, ou que esse outro só contrata refugos emprestados por um empresário “x”. Não.
Leio uma nota na qual o lateral de um time “grande” “celebra” a grande fase do time. Sim, porque venceu o Atlético Moluscos por 1 a 0, gol de pênalti, é uma “grande fase”. E isso também vale para os times que são “Grandes” mesmo (ou seja, têm recursos para contratar jogadores melhores e são geridos por cartolas menos corruptos e incompetentes”. Os Estaduais são uma farsa – a farsa que convenceu que Keirrison já estava pronto para a Seleção, que faz com que acredite-se que um campeão estadual é favorito ao título, e principalmente, a farsa que mantém as federações estaduais – estruturas anacrônicas, inúteis e falidas na maioria dos casos, que são em última instância, a arma para Ricardo Teixeira ficar no poder da CBF. O ano do futebol no Brasil começou. Que pena que mais uma vez, com esses torneios patéticos.
O fracasso completo e irretocável de Ciro Ferrara no comando da Juventus é mais do que uma simples queda de treinador num megaclube (isso se fosse possível uma simples queda de técnico num megaclube). Com Ferrara, vai ao chão a credibilidade de toda a diretoria que se montou após o escândalo de “Calciopoli” em 2006. Continue reading »
A semifinal da Copa da África entre Egito e Argélia é uma tragédia anunciada, aliás tristemente coerente com esta edição da Copa Africana de Nações. Os dois países protagonizaram uma balbúrdia na repescagem da copa, são vizinhos geográficos e apesar de dividirem a mesma religião, nutrem uma viva rivalidade. Hoje o dirigente do Bayerm Uli Hoeness, disse que a organização da Copa do Mundo na África do Sul é uma temeridade. Se os dirigentes angolanos queriam uma chance de provar que Hoeness está só sendo preconceituoso, eles têm uma.
O retorno iminente de Robinho ao Brasil (provavelmente ao Santos) é um indício forte que a tendência ditada por Adriano para voltar ao Brasil. Joga-se o profissionalismo às favas, começa-se a fazer corpo mole e circuito night e de repente, um clube brasileiro apresenta-se para “ajudar” o jogador a reaver a forma. Grande coincidência. Apesar de ter um contrato em vigor, os jogadores se acham no direito de ir e vir quando quiserem. Contudo, quando se machucam e ficam vários meses parados, recebendo seus salários gordos bem gostoso, não me lembro de nenhum deles tentar rescindir o vínculo.
Os brasileiros cuja participação na Copa do Mundo está em risco estão todos voltando. Adriano, Vagner Love, Alex Silva, Robinho, Anderson, Cicinho, Mancini. Todos esses e alguns outros estão sedentos por seis meses de futebol no Brasil para evitar o esquecimento de Dunga. Nem todos eles conseguirão algo. Além de Adriano e Robinho, é difícil imaginar outro sucesso. E se houver, é o de Love, por causa do Flamengo (se Ronaldo estivesse com menos de 100 kg, também iria, pelo Corinthians)
Dos citados, poucos têm futebol para um grande europeu. Adriano e Robinho, eu diria. Mas o primeiro, se terinasse duro e o segundo, se tomasse ciência de que ao contrário do que muitos colegas diziam, não é Pelé. Aliás, tem menos a ver com Pelé do que pelo menos duas dúzias de outros jogadores. Voltando ao Brasil, Robinho terá novamente a impressão de ser um deus da bola. Mas não é – e não por falta de talento.
Tirando o chilique de José Mourinho ao final da partida, onde ele denunciava um complô contra uma líder de campeonato com nove pontos de vantagem, o sucesso interista sobre o Milan, não tem nenhum ponto a ser levantado. A Inter é muito melhor que o Milan, ainda que não jogue bonito e ainda que não tenha nenhum craque definitivo com exceção de um prodigioso Júlio César.
Confiando numa dupla de alas esforçada, no máximo, o Milan enfrentou a Inter sem Pato e Nesta. Na Inter, ausências do tipo teriam suplentes, mas na ’sponda rossonera’ da cidade, os dois deram lugar a Beckham e Favalli. Por outro lado, para “compensar” a ausência de Eto’o por um mês de Copa da África, contratou Pandev – o melhor segundo atacante da Itália, rivalizando com Alexandre Pato.
O Ronaldinho do auge do Barcelona talvez tivesse compensado Pato e Nesta, mas o atual, apesar de infinitamente melhor do que há seis meses, ainda não tem bala na agulha para se livrar de Maicon e ainda causar encrenca. Ronaldinho tem o talento, mas ainda não tem a velocidade nem o tempo de bola necessários a um ponta.
